Género, pandemia y cuarentena

Un blog para leer e intercambiar ideas sobre el coronavirus y otras pandemias que afectan a las mujeres y diversidades

Abrimos un blog para leer e intercambiar reflexiones, experiencias, artículos, investigaciones y otras cosas sobre los impactos de la pandemia y las medidas de prevención sobre la vida de las mujeres y diversidades, su autonomía e independencia personal y económica. Pero también, para conversar sobre la importancia del rol de las mujeres en los hogares y en el mercado laboral como cuidadoras, de su aporte económico y a la economía.

Vos también podés hacer tu aporte.

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ALGUNOS DE LOS ARTÍCULOS DEL BLOG:
Los límites de la informalidad

http://www.razonesypersonas.com/2020/04/covid-19-los-limites-la-informalidad-en.html

CEPAL llama a los Estados a garantizar sus derechos en el marco de la pandemia del COVID-19
Por Alma Espino
Aislarse es un lujo, porque cuidarse siempre ha sido un lujo en nuestras sociedades.
Uno de los primeros y grandes impactos de la pandemia provocada por el coronavirus y de las medidas preventivas para evitar su propagación ha sido mostrar con enorme nitidez las desigualdades sociales y económicas, la pobreza, el deterioro de las políticas públicas de salud o su carencia y el conjunto de desafíos que tenemos por delante.
Respecto a las medidas de prevención de la pandemia existe cierto consenso en que el distanciamiento social, la cuarentena, incluso la de carácter obligatoria, serían algunas de las más efectivas. El “hashtag” quédateencasa opera como las palabras mágicas a las que todas las personas podemos apelar y debemos obedecer, para no enfermar o morir. Pero, ¿el conurbano de Buenos Aires puede hacer cuarentena? Las ollas populares en Uruguay cumplen con alimentar en forma solidaria a quienes lo necesitan, pero se rompen varias, sino toda…

https://generoypandemia.blogspot.com/2020/04/empleo-trabajo-y-coronavirus.html

 

COVID-19, las personas trabajadoras en empleo informal y el trabajo de WIEGO durante la crisis

Crise do COVID-19: resultado de escolhas do passado

Por Graciela Rodríguez
Corre na internet um enorme número de notícias e artigos sobre a pandemia que nos acomete, na sua dimensão de crise sanitária, mas também enquanto colapso econômico que já começa a se notar, e em suas outras dimensões: políticas, sociais e ambientais. Entretanto, poucos deles direcionam a análise sobre o retrovisor, a ver como chegamos até aqui.

Las epidemias y las pandemias y desigualdades de salud existentes; lecciones de Brasil

Por Alex Shankland
Las epidemias y las pandemias exponen las desigualdades de salud existentes y con demasiada frecuencia las intensifican. Los patrones de morbilidad y mortalidad pueden afectar de manera desproporcionada a los grupos vulnerables, como los residentes de asentamientos informales, las personas sin hogar, las comunidades indígenas y los ancianos, así como la intensificación de la carga de la atención, especialmente para las mujeres, en los hogares que no pueden acceder a la provisión pública o pagar la atención paga. La pandemia de COVID-19 no es diferente. 25/03/2020. Alex Shankland

Crise do COVID19: resultado de escolhas do passado

Análise retrospectiva do trajeto político e econômico que vinha desenhando esta cena de catástrofes

Por Graciela Rodríguez¹

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Corre na internet um enorme número de notícias e  artigos sobre  a  pandemia que nos acomete, na sua dimensão de crise sanitária, mas também enquanto colapso econômico que já começa a se notar, e em suas outras dimensões: políticas, sociais e ambientais. Entretanto, poucos deles direcionam a análise sobre o retrovisor, a ver como chegamos até aqui.

Escrevendo desde América Latina, esse olhar retrospectivo não deve ser um esforço retórico, senão a forma de analisar as causas que motivaram em grande parte esta gigantesca crise do neoliberalismo, agora dramática pelo temor pandêmico.

Por esse motivo, considero necessário em primeiro lugar enfatizar que esta crise que se prognostica prolongada resulta em grande medida das políticas neoliberais que vêm sendo implementadas nas últimas décadas. Variadas são essas macro-políticas que estão mostrando agora seus efeitos nefastos. Aqui tentaremos focar em duas delas,  a  promoção  do  “livre comércio” e a liberalização dos investimentos, políticas que podem ser consideradas bases da globalização que se expande desde os anos 80, e que atualmente recrudescem em seus efeitos que faz muito tempo denunciamos².

Foram os acordos de livre comércio (TLCs) e a flexibilização dos fluxos de capitais através dos acordos de Investimento (TBIs) impostos pelos países do Norte, especialmente EUA e Europa, e depois pela OMC – Organização Mundial do Comércio, os que facilitaram a integração do mundo produtivo agrícola e industrial especialmente, e da maior parte das atividades econômicas, dentre elas os diversos serviços.

A liberalização do comércio agrícola – desenhando a brutal concentração das terras para monoculturas na maior parte dos países de América Latina – para a exportação das commodities (soja, carne, frango etc.) e de outros produtos primários, como madeira, pesca, frutos da floresta, etc. agravada “pela exacerbação no uso de agrotóxicos, pela presença de antinutrientes, pela contaminação da água, pela dilaceração dos ecossistemas e pelos crimes socioambientais”³ questões todas que estão provocando neste momento a fragilização do sistema imunológico da população, e as graves perspectivas de colapso da segurança e da soberania alimentar e nutricional em nossos países.

Por sua vez, a abertura das fronteiras nacionais para a entrada das grandes empresas transnacionais no comércio de serviços foi determinante nos processos de privatização, especialmente dos serviços essenciais como saúde, distribuição de água, saneamento, energia, educação e pesquisa científica, telecomunicações etc.. Serviços atacados pelo desmonte dos estados e suas políticas públicas e que se encontram hoje no centro da crise sanitária e social.

Se somarmos a isto as negociações de Propriedade Intelectual através  da extensão do sistema  de patentes, especialmente para medicamentos, instrumentos médicos, sementes, tecnologias industriais, técnicas audiovisuais, etc.5 completamos o quadro de colapso em que o mundo está entrando.

Finalmente, sinalizar a importância da liberalização global dos fluxos de investimentos promovida pela desregulação financeira e assentada na demanda por segurança jurídica persistentemente alentada pelas grandes corporações transnacionais é com certeza  enxergar o  pilar fundamental do crescimento do sistema da dívida pública e privada, e das bolhas financeiras especulativas. Sua detonação na crise de 2008, que se arrasta até agora, explode novamente dissimulada pelo vírus que, aliás, pagará seus custos. O corona-vírus só precipitou em  forma  trágica  a  crise  surgida na corrida de desregulação financeira neoliberal. Uma brutal crise do capitalismo que, obscurecida pela pandemia, conseguirá provocar um colapso econômico de proporções nunca vistas a escala global, ainda mais intensa pela aposta que fazem as elites nacional e globalmente por continuar nesse capitalismo de cassino, como estamos presenciando mais uma vez.6

Poderíamos listar muitos outros elementos das políticas neoliberais e das negociações internacionais das últimas décadas que agiram como argamassa da crise atual.  Entretanto, esses quatro aspectos dos acordos de comércio e investimentos formam o principal  núcleo duro  da problemática que nos arrastou a esta crise econômica, social e também sanitária.

A falta de políticas públicas de saúde de atendimento universal, a carência de pessoal para atendimento das pessoas afetadas, a precariedade das instalações e do instrumental médico necessário, a falta de investimento em pesquisa científica, dentre outros aspectos cruciais para o enfrentamento da epidemia em cada país, mostram cruamente as políticas neoliberais falidas. Tudo isso somado ao modelo alimentar das populações baseada na agricultura química, na criação industrial de animais e na perda significativa de biodiversidade, aliás, um dos motivos já comprovado para proliferação de novos vírus – que refletem o modelo produtivo desenhado pela globalização neoliberal, com a perversa divisão internacional do trabalho que  tem-se intensificado, condenando a América Latina à deriva extrativista. Por sua vez, a atuação  dos lobbys farmacêuticos em torno a uma possível vacina, e a outros insumos hospitalares  e  de  saúde, protegidos pelas patentes e os sistemas de demandas dos investidores sobre os Estados, também não são tranquilizantes.

Nesse sentido, as mulheres, ligadas ao cotidiano da vida e responsáveis cotidianas pela subsistência de milhões de pessoas, sofrerão enormes impactos dessa ausência de políticas públicas que vem reforçar a pandemia, tanto com o aumento do seu trabalho para suprir essas carências, como  também pela sua maior presença nos mercados informais e o  maior desemprego que sofrem na maior parte dos países da região7. O custo e o endividamento resultantes do enfrentamento a esse cotidiano, com a carga reforçada pela epidemia,  já está  sendo adicionado sobre as costas das mulheres, e muito em  breve  se  verá  traduzido no reforço às desigualdades de gênero das sociedades latino-americanas.

A insegurança alimentar e a quebra da soberania alimentar em inumeráveis países torna-se uma perspectiva palpável a curto e médio prazo, aceleradas por um sistema agroalimentar industrial tóxico, e agora ameaçada pela queda do comércio internacional que seria pretensamente  o recurso a ser utilizado pelos países, segundo as argumentações de quem  alentava  o agronegócio exportador nos países do sul global.

O trilionário apoio dos governos de EUA e da Europa aos maiores bancos privados  para  a derrama de apoio às populações e empresas atingidas pela crise tem um estilo  de  filme revisitado que já conhecemos, e que só aprofundou a crise em 2008. Os governos voltam a emprestar às empresas e as pessoas num momento com um nível muito elevado de  dívida privada, em percentual da dívida em inúmeros países8. Percorrer novamente a cadeia de endividamentos de empresas e especialmente das famílias para não diminuir o fluxo de consumo global não traz expectativas animadoras…9

Porém e como sempre, “nas crises não existem neoliberais” e ninguém  se  lembra  dessas políticas nefastas. Assim, as soluções do sistema capitalista voltam a apontar sem pudor para o auxílio dos Estados, desmontados pelas políticas de “austericídio”, para recuperar o comércio internacional e as falidas cadeias globais de produção e para salvar o sistema financeiro e os bancos “grandes demais para quebrar”.

Esses apontamentos e questionamentos, ainda que muito resumidos,  buscam  nutrir reflexões que devem ser feitas com urgência, para que nos permitam avançar em  formas  novas,  em âmbitos locais, nacionais e até internacionais de encarar os sistemas produtivos, o comércio internacional e as mudanças necessárias para a garantia de uma vida digna para as populações do mundo.

Diante desses dilemas, o feminismo, em reiteradas oportunidades, tem oferecido a mirada da economia feminista, que insistentemente vem trazendo a perspectiva de um mundo igualitário e falando em colocar “a vida no centro”. Talvez seja o momento de ouvir essa voz…

 

NOTAS:

1. A autora é Coordenadora do Instituto EQÜIT – Gênero, Economia e Cidadania Global-, forma parte da Rede de Gênero e Comercio e é membro da Coordenação da REBRIP – Rede Brasileira pela Integração dos Povos.

2. Diversos artigos Rebrip – http://www.rebrip.org.br/

3. Marciano Silva e Leonardo Melgarejo https://mpabrasil.org.br/noticias/artigo-ogms-15-anos-no-brasil-em-epoca-de-coronavirus/

4. ISP- PSI. Adhemar Mineiro.”Acuerdos comerciales entre la UE y las Américas: Algunos elementos comparativos”. SP. Abril 2019

5.  deolhonaspatentes.org \ GTPI – REBRIP

6. Rodríguez, Graciela, “O sistema financiero e o endividamento das mulheres”. Inst. EQUIT\ Rede Gênero e Comercio. 2020.

7 Espino, Alma. “América Latina: una mirada feminista sobre una región convulsionada”. Red de Género y Comercio. 2019. Bs As.

8. Mariana Mazucatto http://obela.org/nota/la-triple-crisis-del-capitalismo 

9.  Sanchis, Norma – Org. “Mujeres ante la crisis: Endeudarse para vivir”. Red de Género y Comercio. Buenos Aires. 2019.

                                                  

 

 

 

 

Argentina: cuarentena y violencia de géneros

Medidas en el marco de la emergencia sanitaria

El Ministerio de las Mujeres, Géneros y Diversidad de la Nación tomó una serie de medidas para afrontar el aumento de casos de violencia de géneros producido por el encierro y aislamiento social.

Estas son algunas de estas medidas y el documento completo puede leerse aquí:

-Más líneas telefónicas para mandar whatsapps, además de la ya existente 144;

Una guía de los recursos geolocalizados con los que trabaja la Línea, disponible en la página web del Ministerio;

-Incorporación de mujeres en situación de violencia por motivos de género al programa Hacemos Futuro del ministerios de Desarrollo Social para acompañarlas también desde la asistencia social y económica; así como la incorporación de personas travesti trans a los programas sociales del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación.

-Refuerzo de la asistencia alimentaria para personas travestis y trans, articulando con centros comunitarios, comedores y organizaciones de la sociedad civil la entrega de alimentos necesarios para el período de aislamiento.

-Lanzamiento de la campaña #CuarentenaEnRedes, para concientizar a las personas de la importancia de ser empáticxs y solidarixs e intervenir de diversas formas ante una situación de violencia;

-Recomendaciones para promover la corresponsabilidad y una distribución más justa de las tareas de cuidado al interior de los hogares, por una #CuarentenaConDerechos para todos, todas y todes;

-Campaña para garantizar el ejercicio del derecho a las licencias establecidas por el gobierno nacional para las trabajadoras de casas particulares;

-Resolución MDS 132/2020 que establece las excepciones al aislamiento social en casos de deber de asistencia a niñxs y adolescentes por parte sus progenitorxs o tutorxs,

-Difusión de contenidos culturales para la igualdad de género para compartir en tiempos de quedarse en casa.

 

 

 

«La romantización de la cuarentena es un privilegio de clase»… y de género

Algunas consecuencias del Coronavirus

La crisis del Coronavirus tiene consecuencias; algunas obvias, otras no tanto. En ciudades y regiones de China y de Italia, por ejemplo, gran parte de la producción se detuvo. Esto originó que, por primera vez en muchos años, disminuyera la emisión de gases contaminantes. En Venecia, debido a la ausencia de la contaminación provocada por los turistas, han aparecido cisnes y peces en los canales.

Por decisión de los Estados, el coronavirus nos obliga a aislarnos un poco (bastante) y quedarnos en casa. Son muchas las consecuencias económicas que tiene esta decisión, más allá de la productividad y el PBI de un país, al tiempo que demuestra que el mundo sigue rodando, a pesar de los vuelos y reuniones internacionales cancelados.

“La romantización de la cuarentena es un privilegio de clase”, dice un graffitti que se ha hecho viral. «Y de género» podríamos agregar. Uno de los temas que las feministas venimos pensando es qué pasa con los chicxs que deben quedarse en sus casas porque las escuelas están cerradas. ¿Quién lxs cuida y les da de comer? Sabemos que las tareas de cuidado recaen mayormente en las mujeres. ¿Pueden gestionar madres y/o padres un permiso para quedarse en sus casas a cuidar a sus hijes? En caso de que no sea así, ¿quién lxs cuidaría? Abuelas (básicamente, aunque también algunos abuelos) que probablemente entren en el grupo de riesgo debido a la edad, y dado que lxs chicxs pueden ser portadores asintomáticos, no sería lo recomendable.

En respuesta a esto, el gobierno argentino anunció hoy, entre otras medidas, que se considerará justificada la inasistencia al trabajo de la persona adulta responsable a cargo, cuya presencia en el hogar resulte indispensable para el cuidado del niño, niña o adolescente. Confirmó además la licencia para todxs lxs trabajadorxs estatales y sugirió otorgarla a lxs privadxs por 15 días (los grupos de riesgo ya habían sido eximidos unos días antes).

¿Pero qué pasa con las trabajadoras que realizan el trabajo de cuidado en forma rentada y muchas veces precarizada? Sí, las empleadas de casas particulares. También en su enorme mayoría mujeres. ¿Se les ha dado permiso para ausentarse del trabajo, evitando así el viaje en transporte público con el consabido riesgo de contagio? Y, más importante, ¿quién cuida a sus propios hijxs si los tienen? ¿Y si se ausentan del trabajo para quedarse en su casa a cuidarlxs? ¿Sus empleadorxs les pagarían de todas maneras el sueldo?

A cuento de esto viene el caso denunciado por empleadas domésticas que han sido obligadas a trabajar en casas de familias que se encontraban en cuarentena, bajo la amenaza de despido.

Esta situación se extiende a todo el sector informal de la economía (trabajadorxs precarizadxs, no registradxs, cuentapropistas, pequeños comerciantes, monotributistas, etc.). Todxs aquellxs que no cobran si no trabajan. Las mujeres y diversidades están en mayor medida empleadxs en estas modalidades, más allá de que tengan hijxs o no.

Los Monotributistas organizadxs están exigiendo al gobierno argentino que lxs eximan de pagar el impuesto, además de un seguro de desempleo y cobertura médica mientras dure la emergencia.

Pero el encierro forzoso ha tenido, en algunos lugares, además otros efectos negativos para las mujeres y diversidades (ya no económicos), como el aumento de los casos de violencia de género durante la cuarentena.

Es de vital importancia pensar desde una perspectiva feminista en las problemáticas y efectos generados por esta crisis, más allá de las víctimas directas de la enfermedad. Y pensar, la sociedad en su conjunto y los Estados, qué respuestas les daremos.

 

Críticas a la Declaración de los gobiernos por Beijing + 25

Organizaciones feministas elaboraron su propio documento

Los gobiernos que integran la Comisión de la Condición Jurídica y Social de la Mujer de la ONU consensuaron una Declaración política con ocasión del 25º aniversario de la Conferencia Mundial sobre la Mujer (Beijing + 25).

El documento, que puede leerse aquí, no fue sometido a debate debido a que, en lugar de la 64a sesión de la Comisión (que se iba a realizar en Nueva York entre el 9 y el 20 de marzo y se suspendió por el coronavirus) se realizazó una reunión de procedimiento de apenas un día. Con respecto a lo planteado y proyectado por el documento suscripto 25 años atrás, la declaración dice en su punto 6: “Expresamos preocupación porque, en general, los progresos no han sido lo suficientemente rápidos o profundos, en algunas esferas los progresos han sido desiguales, quedan lagunas importantes y persisten los obstáculos, incluidas las barreras estructurales, las prácticas discriminatorias y la feminización de la pobreza, y reconocemos que, 25 años después de la Cuarta Conferencia Mundial sobre la Mujer, ningún país ha logrado plenamente la igualdad entre los géneros y el empoderamiento de las mujeres y las niñas, persisten niveles considerables de desigualdad a nivel mundial…”.

La respuesta del movimiento feminista no se hizo esperar. Las organizaciones de la sociedad civil elaboraron un documento alternativo que es sumamente crítico con la declaración suscripta por los gobiernos parte, a la que consideran, mínimamente, tibia. Además porque el documento oficial sigue refiriéndose a la existencia de solo dos sexo-géneros y porque no reconoce que las bases estructurales de las desigualdades siguen vigentes, y a esto se debe que la situación en el mundo desde hace 25 años no haya mejorado mayormente para las mujeres y disidencias:

“3. Expresando su profunda preocupación por el auge del autoritarismo, fascismo, nacionalismo, xenofobia, ideologías supremacistas y fundamentalismo en todo el mundo, que está creando profundas fracturas en los sistemas de democracia y multilateralismo, y reconociendo que estas y otras formas de opresión, incluyendo el patriarcado, la heteronormatividad, el cisgenderismo, el bilingismo, el clasismo, el racismo, el castismo, la discriminación religiosa, el poder corporativo, el capitalismo, el militarismo, el imperialismo y el neocolonialismo, refuerzan afianzar los obstáculos estructurales a la igualdad, con implicaciones negativas en la vida de las mujeres y las niñas en toda su diversidad y su capacidad para ejercer y disfrutar de sus derechos humanos y libertades fundamentales;

4. Observando que el orden económico neoliberal es una barrera estructural clave que desde 1995 ha exacerbado las desigualdades dentro y entre los países y entre los géneros” (…)»

También el movimiento sindical feminista, reunido en la Agrupación Global Unions elaboró una declaración en respuesta a la oficial, a la que considera «abismalmente débil y no presenta ninguna visión para acelerar la aplicación de la Plataforma de Acción de Beijing».

«La Declaración Política adoptada por los gobiernos (…) Debería haber reconocido las actuales amenazas mundiales, sea para la paz y la democracia, el medio ambiente, los derechos humanos, los derechos de trabajadores y trabajadoras o los derechos de la mujer. Debería haber ofrecido una visión progresista y feminista para contrarrestar esas amenazas y revitalizar nuestro avance global y colectivo hacia la igualdad de género y la justicia social.

Mientras tanto, en Argentina, el 8 y 9 de marzo las calles se llenaron de mujeres y disidencias para conmemorar el Día internacional de la mujer trabajadora y exigir justicia y equidad de géneros. En el marco del 4° Paro Internacional de Mujeres, Lesbianas, Travestis, Trans y No Binaries, se elaboró un documento que fue leído en estos actos: «La deuda es con nosotras y con nosotres; ni con el FMI ni con las iglesias«.

9 de marzo, Congreso Nacional. Argentina

 

 

La protección social de las mujeres

Ya podés descargar el cuadernillo de Lucía Corsiglia

“La protección social de las mujeres en la era del delivery y el emprendedurismo” nos propone un análisis histórico de la protección social en Argentina desde una perspectiva de género.

¿Por qué las mujeres tuvimos históricamente una inserción desventajosa en los derechos de la seguridad social, como la jubilación o la obra social? ¿Por qué en todo el mundo a principios del siglo XXI fue cambiando el concepto de seguridad social al de protección social, una concepción más universal, que intentaba alcanzar a otrxs trabajadorxs además de los formales en relación de dependencia?

¿Cuáles fueron las posibilidades de inclusión que abrieron políticas públicas como los Planes de Inclusión Previsional (conocidos como “moratorias” o “jubilación de amas de casa”)? ¿Qué sucede cuando el Estado está ausente?

Todas estas cuestiones son minuciosamente analizadas en este texto realizado por Lucía Corsiglia Mura para la Asociación Lola Mora en el marco del proyecto “Todas somos trabajadoras – Alianzas por la justicia económica y la resistencia a la explotación del capital, el patriarcado y el racismo”, que forma parte del proyecto global de Liderando Desde el Sur.

Lucía Corsiglia Mura es socióloga, docente e investigadora, especialista en Políticas Sociales. Trabajadora en el campo de la Seguridad Social, es secretaria de Capacitación del Sindicato Unido de Trabajadores de Pami, CTA

DESCARGAR CUADERNILLO

Los desafíos de la igualdad de género en el marco de la Revolución Digital

Alma Espino en la XIV Conferencia Regional sobre la Mujer de Cepal

Alma Espino, de Ciedur y de la Red de Género y Comercio (Uruguay) fue una de las panelistas en el evento paralelo (de la XIV Conferencia Regional sobre la Mujer, Cepal) sobre el Diseño e implementación de políticas públicas que respondan a los desafíos emergentes, particularmente en:
1.Las desigualdades de género en el contexto de la revolución digital y la 4ta. Revolución Industrial
2.Las transformaciones demográficas y sus impactos en la economía del cuidado

Mirá en el video su presentación “Los desafíos de la igualdad de género en el marco de la Revolución Digital” 

Y en el siguiente link está disponible el Compromiso de Santiago, documento resultado de la XIV Conferencia Regional de América Latina y el Caribe sobre la Mujer.

Participación de Alma Espino en los eventos paralelos

Los eventos paralelos son son reuniones que se llevan a cabo durante la Conferencia Regional sobre la Mujer de América Latina y el Caribe en los momentos en que no se encuentra sesionando.

El miércoles 29 de enero, de 18 a 19.30 hs, integró el panel “Repensando la autonomía de mujeres, niñas y adolescentes: los vínculos ineludibles entre autonomía física y económica”, organizado por CEPAL y UNFPA
Ver aquí el Programa completo del panel

El jueves 20, de 13.30 a 14.30 hs. participó de “Los aportes de la economía feminista para afrontar los escenarios económicos cambiantes”.
Ver aquí el Programa completo del panel  

https://conferenciamujer.cepal.org/14/es

Alma Espino, RGC Uruguay

 

 

La Red de Género y Comercio en la Conferencia de la Mujer

Alma Espino participa de la Reunión de la Cepal en Chile

Alma Espino, de Ciedur y de la Red de Género y Comercio (Uruguay) participará como panelista en la XIV Conferencia Regional sobre la Mujer de CEPAL en Santiago de Chile.

Del 27 al 31 de enero tendrá lugar la reunión que cada tres años se realiza para identificar la situación regional y subregional respecto a la autonomía y derechos de las mujeres, presentar recomendaciones para políticas públicas de igualdad de género, realizar evaluaciones periódicas de las actividades llevadas a cabo en cumplimiento de los acuerdos regionales e internacionales y brindar un foro para el debate sobre la igualdad de género.
Aquí más información y el programa completo de actividades:
https://conferenciamujer.cepal.org/14/es

Alma Espino, RGC Uruguay
Participación de Alma Espino en los eventos paralelos

Los eventos paralelos son son reuniones que se llevan a cabo durante la Conferencia Regional sobre la Mujer de América Latina y el Caribe en los momentos en que no se encuentra sesionando.

El miércoles 29 de enero, de 18 a 19.30 hs, integrará el panel “Repensando la autonomía de mujeres, niñas y adolescentes: los vínculos ineludibles entre autonomía física y económica”, organizado por CEPAL y UNFPA
Ver aquí el Programa completo del panel

El jueves 20, de 13.30 a 14.30 hs. será una de las panelistas de “Los aportes de la economía feminista para afrontar los escenarios económicos cambiantes”.
Ver aquí el Programa completo del panel

Ambos paneles se realizarán en el auditorio Enrique Iglesias.

 

Las finanzas y la vida cotidiana: casos de Argentina y Brasil

Norma Sanchís y Graciela Rodriguez en el Congreso internacional sobre “Financiarización y desarrollo en el Sur Global”.

Entre el 26 y el 28 de noviembre se llevó a cabo este Congreso internacional en el CCC de Buenos Aires. Norma Sanchís y Graciela Rodríguez, de la Red de Género y Comercio (Argentina y Brasil respectivamente) fueron invitadas a participar a partir de la investigación que comenzaron a principios de este año sobre el fenómeno del endeudamiento popular y sus efectos en las mujeres. A continuación, algunos fragmentos de sus presentaciones:

NORMA SANCHÍS: Se promueve el acceso de las mujeres al crédito como una forma de inclusión social. Nosotras constatamos que en general es un mecanismo de opresión

“Junto con Graciela Rodríguez de Brasil, iniciamos este año un proceso de sondeo aproximativo sobre un fenómeno que estamos viviendo en nuestros países: el fuerte crecimiento del endeudamiento popular. Un endeudamiento popular que va a dar respuesta a una necesidad de sobrevivencia familiar con los consumos más básicos: alimentación, medicinas, escolaridad, etc.

“Estamos terminando en Argentina un gobierno de 4 años que tuvo resultados calamitosos en términos económicos para amplios sectores populares, con un endeudamiento feroz, una concentración muy fuerte de capital, que produjo una desregulación financiera muy notoria y un deterioro de casi todos los indicadores sociales que afectan a la mayor parte de la población. El gobierno electo señala al endeudamiento popular como quizás el problema social más grave que tiene que enfrentar en este momento la Argentina.”

“En nuestra investigación quisimos hacer una aproximación cualitativa al tema. Para eso trabajamos con grupos de discusión formados por mujeres. ¿Por qué mujeres? Porque se está afectando a través de una crisis social y familiar la sobrevivencia de amplios sectores de la población. Y las mujeres, por sus roles estereotipados y porque se hacen cargo de la reproducción familiar, son las que salen a buscar respuestas sobre estos temas.” Y aquí aparece el endeudamiento.

“Esta nueva realidad que se va configurando ha cambiado el destino del crédito. Venía un proceso de endeudamiento dirigido a comprar electrodomésticos, refaccionar la vivienda, comprar un celular, en fin. Hoy el destino del crédito es la sobrevivencia cotidiana.”

“Las fuentes de financiamiento son diversas, el propio Estado es una de ellas, a través de los subsidios que presta. Pero hay otras fuentes, como financiadoras privadas que se han multiplicado en las cercanías de los barrios, en estaciones de buses o trenes, y que se caracterizan por tener tasas de interés muy diferenciales para estos sectores de lo que sería un crédito tradicional. Hay también redes vecinales que pueden tener un carácter más solidario. Y finalmente también hay flujos de dinero que provienen de fuentes ligadas a economías ilegales o dinero proveniente del narcotráfico, etcétera. En general existe una profunda asimetría y desbalance en la posibilidad de negociación con los acreedores.”

“El sistema financiero actúa a través de estas distintas vertientes en barrios y comunidades sacando provecho de la presión social que ejerce la propia comunidad o del estigma de ser un deudor incapacitado de devolver. La morosidad hoy tiene una carga muy negativa y mal vista dentro de la propia comunidad.”

“Es interesante que desde algunos sectores se promueve el acceso de las mujeres, particularmente, al crédito como una forma de inclusión social, de inclusión financiera. Parece ser una vía para superar la pobreza. Nosotras constatamos en este primer sondeo que en general es un mecanismo de opresión muy serio enmarcado en desigualdades sociales y económicas preexistentes que genera condiciones que profundizan la segmentación. No encontramos en estos sectores que son víctimas de la opresión financiera una respuesta colectiva o una politización del tema. No se generan críticas al sistema financiero sino que hay una especie de acatamiento a las reglas que nos fijaron. De alguna manera se internaliza un discurso típicamente neoliberal donde, si no somos capaces como grupo familiar, o como madre o padre de familia de generar los ingresos para sostener la familia, es mi culpa y me faltan méritos para poder lograr eso. Esta carga negativa, como decía, se traslada también a la morosidad.”

 

GRACIELA RODRÍGUEZ: “La fuerza de trabajo está en sectores no sólo informales, sino en los sectores que llamamos de la economía ilegal”

“Nosotras veníamos acompañando el proceso de financierización de una forma más macropolítica, a través de la discusión del G20, de los procesos que el G20 venía haciendo para la regulación financiera. Tratamos entonces de ponerle el foco en la vida cotidiana y elegimos a las mujeres bueno, porque justamente tienen este lado de gestión de la vida cotidiana, de la reproducción social.”

“Y este estudio surgió también porque sentimos que es una falla desde el punto de vista de los movimientos sociales no haber podido hasta ahora politizar el debate para entender cómo afecta a la vida cotidiana esta financierización.”

“En Brasil los cambios políticos han sido enormes, brutales y tenemos toda una situación nueva que enfrentar, pero encaramos sobre todo esta discusión del endeudamiento por las nuevas formas de esta fase del neoliberalismo, de cómo se aprovecha de estas nuevas relaciones de trabajo. El mercado se ha ido informalizando, la fuerza de trabajo está en sectores no sólo informales, sino en los sectores que llamamos de la economía ilegal. Y tenemos que encontrar nuevas maneras de pensar esto, porque incluye a muchísima gente, en fin, podría contar casos como el de la chica que tiene un salón de belleza en la favela y que peina a las novias de los traficantes, es toda una red que se forma entre las economías  informales y esta ilegalidad que va permeando la sociedad y va permeando no sólo las economías populares sino todas las economías. Por ejemplo yo digo que las quemadas de la Amazonia en Brasil son parte de la ilegalidad que se difunde por todo el país y contamina el conjunto del sistema económico. Entonces esto nos llevó también a pensar de qué manera el endeudamiento es la nueva forma de explotación del capital, de estas nuevas formas de trabajo. El capitalismo ya no tiene la base en la relación salarial y cómo ahora se explota a partir de una relación no salarial. Esto es uno de los temas que nos guiaron un poco en esta investigación”.

“Partimos del hecho de que Brasil tiene 63 millones de personas que están morosas, que están endeudadas formalmente con los mecanismos de bancos, etcétera. Pero también en Brasil hay una enorme proliferación de financiadoras en todos los barrios, que este gobierno está fomentando, inclusive hay una ley nueva de fomento de estas pequeñas formas de distribuir las finanzas en los territorios. Y en Brasil la figura del usurero está tomando un papel central y muchas veces a través de diversas formas en las comunidades pero ligadas mucho al propio traficante que crea una situación de persecución y de muerte de personas por el incumplimiento de esa deuda.”

“Entonces, tenemos un panorama con el tema del endeudamiento popular que en Brasil se lo ha invisibilizado más por toda la opacidad del gobierno actual de Bolsonaro, pero también antes con Temer.”

 

La Red de Género y Comercio reúne a mujeres latinoamericanas interesadas en investigar y difundir los efectos diferenciales de las políticas económicas y los acuerdos comerciales, y los intereses que motorizan las corporaciones transnacionales y otros actores económicos y sociales en la región.

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