Perspectivas feministas contra a geopolítica global patriarcal e racista

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Seminario internacional

Seminário Internacional recebe a autora ítalo-americana Silvia Federici e representantes feministas de vários países para debater os impactos das mudanças na economia mundial sobre a vida das mulheres

Acompanhar e assimilar as transformações por que o mundo vem passando não é tarefa fácil. Mudaram as instituições, mudaram as formas de ser relacionar, mudou o mercado de trabalho, mudaram as expectativas, os direitos, as possibilidades de convivência e sobrevivência.

Com isso, surge a necessidade de encontrar novas estratégias para enfrentar essas mudanças sem abrir mão de convicções e necessidades já conquistadas pelas mulheres na nossa sociedade.

Depois de lotar o Memorial da América Latina em SP para o lançamento do seu segundo livro, a autora e uma das maiores historiadoras do nosso tempo, segue para o Nordeste através do trabalho do Instituto Eqüit – Gênero, Economia e Cidadania Global – para reunir, de 7 a 9 de outubro, em Salvador, Silvia Federici e importantes teóricas e militantes feministas brasileiras e internacionais no Seminário Internacional PERSPECTIVAS FEMINISTAS CONTRA A GEOPOLÍTICA GLOBAL PATRIARCAL e RACISTA.

O evento é realizado em parceria com o Coletivo de Mulheres do Calafate/AMB Bahia, o NEIM/PPGNEIM – UFBA, o Instituto Odara e a Rede de Mulheres Negras da Bahia,Red de Género y Comercio, Instituto Eqüit e Rebrip, e com o apoio do Fondo de Mujeres del Sur, Editora Elefante e Heinrich Böll Stiftung Brasil.

Colocará frente a frente importantes acadêmicas e ativistas feministas dos movimentos negro, indígena, de favelas, de comunidades com megaprojetos, tais como Verónica Gago e Luci Cavallero (Ni una Menos), da Argentina, Norma Sanchis e Alma Espino, (Rede de Gênero e Comércio), Tatiana Oliveira (UFRJ), Milca Martins do Sindoméstico da Bahia, Edilena Torino, do Povo Krikati, Antonia Melo, defensora do Xingu Vivo, Francy Jr. (Fórum de Mulheres de Manaus) dentre outras. Para compor a mesa de debates e comentar a apresentação de Silvia, convidamos uma importante representante dos movimentos feminista e negro da Bahia, Vilma Reis; e a escritora e historiadora Carolina Rocha, do Rio de Janeiro.

A autora Silvia Federici apresentará a conferência A caça às bruxas como instrumento da colonização patriarcal e racista na América Latina, referente ao seu primeiro livro em português Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Além disso, lançará seu segundo livro em português (O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista), ambos publicados pela Editora Elefante.

O objetivo do encontro é aprofundar a reflexão para tentar alcançar um bom diagnóstico da atual situação nacional e global, e pensar, coletivamente, nos desafios que as feministas têm pela frente.

“Precisamos fazer uma leitura da realidade que não somente faça a crítica cuidadosa ao progressismo desenvolvimentista, mas que saiba também ler e repensar as novas formas do trabalho e da acumulação capitalista, a multiplicidade de formatos das economias populares e de subsistência, as falências da institucionalidade estatal e o surgimento de atores e atrizes diversos e plurais em termos de gênero, raça, idades, identidades sexuais não heteronormativas e em soma de subjetividades”, explica a socióloga Graciela Rodriguez, coordenadora do I. Eqüit e idealizadora do evento.

PROGRAMA COMPLETO DO SEMINARIO:

Dia 7/10

Horário: 17:30 – 20:30hs:

Local: Instituto de Biologia – UFBA, Rua Barão de Jeremoabo, 625 – 665. Campus Ondina.

Mesa de abertura com entidades organizadoras:

Coletivo de Mulheres do Calafate; Instituto Odara; NEIM PPG-NEIM – Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher – UFBA; RMNB – Rede de Mulheres Negras da Bahia. Instituto Equit /Rede de Gênero e Comercio / REBRIP.

Conferência a cargo de Silvia FEDERICI

A caça às bruxas como instrumento da colonização patriarcal e racista na América Latina”.

Debatedoras:

Vilma REIS

Carolina ROCHA

Rodada de comentários do público

 

Dia 08/10:

Três painéis – fóruns de debate

9:00hs

1 – Como viver num mundo hiperneoliberal – o sonho do desenvolvimento acabou.

Graciela RODRIGUEZ; Rosana PINHEIRO MACHADO (via Skype); Luciana BRITO

 

11:00hs

2 – Extrativismo ampliado: Imersos na colonialidade.

Verônica GAGO; Silvana Bahia (extrativismo digital); Marcela VECCHIONE (extrativismo nos territórios); Elionice Sacramento.

 

14:30hs

3 – Tramas econômicas das violências: das finanças aos corpos. (extrativismo financeiro)

Luci CAVALLERO; Norma, SANCHÍS; Paula SARNO; Maísa VALE

 

Dia 09/10:

Dois Painéis e debates

9:00hs

6 – Economias populares: da comunidade à fabrica social. Tecidos sociais comunitários (quilombos, favelas, aldeia, comunidades com megaprojetos, etc;) parindo as consciências decoloniais.

Tatiana OLIVEIRA; Edilena TORINO KRIKATI; Francy dos SANTOS; Antonia MELO; Eliete PARAGUASSU; Silvia Gladis BOO; Jazmín BERGEL.

 

14:00hs

7 – Os trabalhos invisibilizados e desvalorizados agora no centro do futuro do trabalho

Silvia FEDERICI; Alma ESPINO; Luciane REIS. Representante do Sindoméstico/Bahia; Michele ALMEIDA.

 

CIERRE PLENARIO: O feminismo antirracista enquanto insubmissão e horizonte emancipatório.

 

 

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La Red de Género y Comercio reúne a mujeres latinoamericanas interesadas en investigar y difundir los efectos diferenciales de las políticas económicas y los acuerdos comerciales, y los intereses que motorizan las corporaciones transnacionales y otros actores económicos y sociales en la región.

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